quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Rodo Cotidiano


Rodo do Cotidiano O Rappa

Ô Ô Ô Ô Ô My Brother

A ideia lá
comia solta
subia a manga
amarrotada social
no calor alumínio
não tinha caneta nem papel
e uma ideia fugia
era o rodo cotidiano
era o Rodo cotidiano

0 espaço é curto
quase um curral
na mochila amassada
uma quentinha abafada

meu troco é pouco
é quase nada

Ô Ô Ô Ô Ô My Brother

Não se anda por onde gosta
mas por aqui nao tem jeito todo mundo se encosta
ela some ela no ralo de gente
ela é linda
mas não tem nome
é comum e é normal

Sou mais um no Brasil da Central
Da minhoca de metal
que corta as ruas
da minhoca de metal
como um Concorde apressado
cheio de força
voa, voa pesado que o ar
e o avião, o avião, avião
do trabalhador

Ô Ô Ô Ô Ô My Brother

0 espaço é curto
quase um curral
na mochila amassada
uma vidinha abafada

meu troco é pouco (x2)
é quase nada

Não se anda por onde gosta
mas por aqui não tem jeito todo mundo se encosta
ela some ela no ralo de gente
ela é linda
mas não tem nome
é comum e é normal

Sou mais um no Brasil da Central
Da minhoca de metal
que corta as ruas
da minhoca de metal que entorta as ruas
como um Concorde apressado
cheio de força
Voa, voa pesado que o ar
e o avião, o avião, avião
do trabalhador

Ô Ô Ô Ô Ô My Brother



Espelho


A água cai na pia, descendo pelo ralo. Pego um pouco com as mãos e lavo o rosto. Olho o espelho. Quem é esta imagem? Quem eu demonstro ser, afinal de contas? Sou parte de toda essa atuação.
Preciso ver esta minha imagem? Preciso ver o meu espelho para tentar satisfazer a minha vontade de ser? Atuar é fácil para alguns. Entrar em um mundo diferente e fingir viver outra história talvez seja a melhor forma de viver: transitando entre opiniões e vidas. Difícil mesmo é assumir a própria existência, deixar ser somente o ego, sem olhar a imagem do espelho. Ainda há aqueles que não negam a sua existência e nem fantasiam outra; apenas não deixam levar por quaisquer dos lados.
O mais interessante do espelho é que ele mostra o segundo mundo, sem direito a recriações. É o direito de assistir, pelos dois lados, à vida por um espaço. É perder-se entre os lados, para mudar um deles vendo o outro. O direito de enxergar-se por um instante. O direito de ser.

Felipe Peixoto

Deeeixa o menino jogar ♫


Uma música da banda Natiruts para que vocês possam refletir:

O valor de um amor não se pode comprar
Onde estará a fonte que esconde a vida
Raio de sol nascente brotando a semente

Os anos passam sem parar
E não vemos uma solução
Só vemos promessas de um futuro que não passa de
ilusão
E a esperança do povo vem da humildade de seus
corações,
Que jogam suas vidas e seu destino nas garras de
famintos leões

Deixa o menino jogar ô iaiá
Deixa o menino jogar ô iaiá
Deixa o menino aprender ô iaiá
Que a saúde do povo daqui
É o medo dos homens de lá
Sabedoria do povo daqui
É o medo dos homens de lá
A consciência do povo daqui
É o medo dos homens de lá

O valor de um amor não se pode comprar


Onde estará a fonte que esconde a vida
Raio de sol nascente brotando a semente
Sinhá me diz porque é que o menino chorou
Quando chegou em casa e num canto escuro encontrou
A sua princesa e o moleque fruto desse amor
Chorando de fome sem saber quem os escravizou

Deixa o menino jogar ô iaiá
Deixa o menino jogar ô iaiá
Deixa o menino aprender ô iaiá
Que a saúde do povo daqui
É o medo dos homens de lá
A consciência do povo daqui
É o medo dos homens de lá
Sabedoria dos povo daqui
É o medo dos homens de lá ♫


Tá na hora de saber quem são os homens de lá, e quem é que realmente pode fazer a diferença.

Felipe Peixoto.

domingo, 31 de outubro de 2010

Antes de amanhecer, sempre há estrelas




Apagam-se as luzes do mundo e vem o laranja colorir o céu. O sol se põe da mesma maneira todos os dias, mas especialmente em um único dia, podemos parar para perceber que ele está alí, e que deixamos a beleza daquele momento passar. Quantas pessoas simplesmente passam todos os dias e nunca paramos para observar a sua beleza de ser? O mundo cansa de cópias, e porque não ser o que quero ser? O agrado é uma simples ilusão. A vida é não ter medo de sorrir, de falar, de abaixar a cabeça, de ser sincero. É não ter medo.
Interessante que ao anoitecer, percebemos devagar, todas as estrelas. Elas aparentam ser várias novas esperanças para um novo começo; mas o que realmente importa, vem quando o sol aparece: uma luz ofuscante e que vai colorindo tudo e dando espaço para a visão contemplar o espetáculo que é viver. Ao mesmo tempo que estrelas representam novas esperanças, elas representam quem são as únicas luzes quando a noite cair. O número delas parece não ter fim, e a cada dia pensamos perceber algumas a mais. Representam o conforto de quem acompanhará a escuridão e logo depois, quando o sol surgir, aparentemente irá sumir. Quase sempre é assim: nos ofuscamos tanto com o sol, que ficamos cegos e não enxergamos as estrelas à noite.
A noite passa rápido todos os dias, mas há dias em que queremos prolongá-las ao deitar na cama. Os pensamentos sempre vêm quando menos esperamos. As maiores riquezas da vida são as que menos importam. Muitas vezes basta olhar nos olhos, receber um sorriso, ter um amigo por perto, deitar no chão e olhar o céu, simplesmente admirando-o por ser azul. Recriminando-o por sempre ser azul. Tomar um sorvete na calçada de cada, sentindo o calo esvair-se.
O degradee do céu da tarde parece revelar nossas decisões. Somos contraditórios de amadurecimento e experientes demais em ouvir: começamos ouvindo todos e perdemos, por não agir como queremos; depois não escutamos ninguém, agindo por nós mesmo e nos decepcionando com decisões erradas; no fim, acabamos perdidos, sem saber o que fazer e no meio da confusão encontramos tantos outros perdidos, dispostos a traçar novos caminhos conosco. Perdido assim, melhor não pensar em nada, só lembrar das estrelas antes do amanhecer e de quem realmente faz o sol passar despercebido, mesmo estando mais distante.

Dedicado a Mythos, Ovo Frito, Pantera e a todos que estiveram sempre do nosso lado.
Felipe Peixoto

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Lula ou FHC?

Bem pessoal, vi esse post no Kalangossauro, nada melhor do que compartilhar com vocês aqui. Só pra dar uma refrescada na memória em época de eleição.

Lula ou FHC?


The Economistpublicou!
Situação do Brasil antes e depois:Itens
Nos tempos de FHC Nos tempos de LULA
Risco Brasil 2.700 pontos 200 pontos
Salário Mínimo 78 dólares 210 dólares
Dólar Rs$ 3,00 Rs$ 1,78
Dívida FMI Não mexeu Pagou
Indústria naval Não mexeu Reconstruiu
Universidades Federais Novas Nenhuma 10
Extensões Universitárias Nenhuma 45
Escolas Técnicas Nenhuma 214
Valores e Reservas do Tesouro Nacional 185 Bilhões de Dólares Negativos 160 Bilhões de Dólares Positivos
Créditos para o povo/PIB 14% 34%
Estradas de Ferro Nenhuma 3 em andamento
Estradas Rodoviárias 90% danificadas 70% recuperadas
Industria Automobilística Em baixa, 20% Em alta, 30%
Crises internacionais4, arrasando o país Nenhuma, pelas reservas acumuladas.
Cambio Fixo, estourando o Tesouro Nacional. Flutuante: com ligeiras intervenções do Banco Central
Taxas de Juros SELIC 27% 11%
Mobilidade Social 2 milhões de pessoas saíram da linha de pobreza 23 milhões de pessoas saíram da linha de pobreza
Empregos 780 mil 11 milhões
Investimentos em infraestrutura Nenhum 504 Bilhões de reais previstos até 2010
Mercado internacional Brasil sem crédito Brasil reconhecido comoinvestment grade

FHC, o sociólogo, entende tanto de sociologia quanto o governador de São Paulo, José Serra, entende de economia.
Lula, que não entende de sociologia, levou 32milhões de miseráveis e pobres à condição deconsumidores; que não entende de economia, pagou as contas de FHC, zerou a dívida com o FMI e ainda empresta algum aos ricos.

Lula, o "analfabeto", que não entende de educação, criou mais escolas e universidades que seus antecessores juntos, e ainda criou o PRÓ-UNI, que leva o filho do pobre à universidade.


Lula, que não entende de finanças nem de contas públicas, elevou o salário mínimo de 64 para mais de 200 dólares, e não quebrou a previdência como queria FHC.

Lula, que não entende de psicologia, levantou o moral da nação e disse que o Brasil está melhor que o mundo.
Embora o PIG - Partido da Imprensa Golpista, que entende de tudo, diga que não.

Lula, que não entende de engenharia, nem de mecânica, nem de nada, reabilitou o Proálcool, acreditou no biodiesel e levou o
país à liderança mundial de combustíveisrenováveis.

Lula, que não entende de política, mudou os paradigmas mundiais e colocou o Brasil na liderança dos países emergentes, passou a ser respeitado e enterrou o G-8.

Lula, que não entende de política externa nem de conciliação, pois foi sindicalista brucutu, mandou às favas a ALCA, olhou para os parceiros do sul, especialmente para os vizinhos da América Latina, onde exerce liderança absoluta sem ser imperialista.. Tem fácil trânsito junto a Chaves, Fidel, Obama, Evo etc. Bobo que é, cedeu a tudo e a todos.


Lula, que não entende de mulher nem de negro,colocou o primeiro negro no Supremo (desmoralizado por brancos), uma mulher no cargo de primeira ministra, e pode fazê-la sua sucessora.

Lula, que não entende de etiqueta, sentou ao lado da rainha e afrontou nossa fidalguia branca de lentes azuis.


Lula, que não entende de desenvolvimento, nunca ouviu falar de Keynes, criou o PAC, antes mesmo que o mundo inteiro dissesse que é hora de o Estado investir, e hoje o PAC é um amortecedor da crise.

Lula, que não entende de crise, mandou baixar o IPI e levou a indústria automobilística a bater recorde no trimestre.

Lula, que não entende de português nem de outralíngua, tem fluência entre os líderes mundiais, érespeitado e citado entre as pessoas mais poderosas e influentes no mundo atual.

Lula, que não entende de respeito a seus pares, pois é um brucutu, já tinha empatia e relação direta com Bush - notada até pela imprensa americana - e agora tem a mesma empatia com Obama.

Lula, que não entende nada de sindicato, pois era apenas um agitador, é amigo do tal John Sweeny e entra na Casa Branca com credencial de negociador, lá, nos "States".


Lula, que não entende de geografia, pois não sabe interpretar um mapa, é ator da mudança geopolítica das Américas.

Lula, que não entende nada de diplomacia internacional, pois nunca estará preparado, age com sabedoria em todas as frentes e se torna interlocutor universal.

Lula, que não entende nada de história, pois é apenas um locutor de bravatas, faz história e será lembrado por um grande legado, dentro e fora do Brasil.

Lula, que não entende nada de conflitos armados nem de guerra, pois é um pacifista ingênuo, já é cotado pelos palestinos para dialogar com Israel.

Lula, que não entende nada de nada, é melhor que todos os outros. Alem de receber o premio de estadista GLOBAL.


Se a Veja pode babar o ovo do Serra eu também posso babar o do Lula.Nem reclame.Qualquer coisa aperte um Crtl+w e ficamos conversados.

Carol Policarpo (postado no Kalangossauro por Eric Sampaio)

Felipe Peixoto.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

A decisão é sua


Você quem decide o que faz com o seu voto. Urna ou lixo?
Particularmente nunca gostei do lixo.

Felipe Peixoto

Flautista de Hamelin


Essa é a realidade que precisa ser mudada. Não precisamos de flautistas de Hamelin. Mas as pessoas insistem em ser guiados como ratos, buscando migalhas, quando o que está em jogo é algo muito mais importante.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Ver o azul


O céu bem azul traz os melhores pensamentos, as melhores lembranças, a melhor sensação da vida: sentir vivo. A felicidade é o que todos desejam hoje, e porque não tomar como objetivo trazer a felicidade dentro de cada um? Tentar deixar a própria felicidade fluir de toda a alegria que circula. Mais que qualquer outro desejo de riqueza: a amizade. Estar sozinho só torna a felicidade algo inalcançável, utópico. As vezes é preciso tão pouco para ganhar um amigo, é só abrir o coração. Um amigo não necessariamente vai enxugar suas lágrimas e resolver os problemas da sua vida, um amigo não necessariamente vai tornar tudo perfeito, mas ele vai tentar trazer um pouco da felicidade. Mais que amor, mais que quase todos os laços, a amizade só cresce e cresce. Provável que por isso o céu esteja mais azul hoje... na verdade ele foi azul todos os dias, mas na maioria deles, só fui capaz de não olhar para cima. Não importa quantas pessoas conheça, quantas pessoas ame, quantas pessoas você tenha por perto, só alguns vão saber mudar o curso da vida. Só alguns vão saber arrancar um sorriso da maneira mais espontânea. Só alguns vão saber até mesmo olhar. O coração sempre foi a chave. Sempre fui a minha chave. Convivência nunca significou confiança, sorriso nunca significou sinceridade, abraço nunca significou conforto sincero, dizer que é amigo não significa que existe amizade.
E assim fica o céu, cada dia mais claro até chegar o tempo quente, e nublar de novo, para que possamos buscar o sol de novo, para que possamos descobrir algo novo, e admirar depois de uma chuva, o céu mais uma vez azul.

Felipe Peixoto

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Pega um pega geral, também vai pegar você!


Tropa de Elite 2, sem dúvida o melhor filme nacional e um dos melhores filmes que assisti. O filme supera muito o primeiro e mostra a realidade brasileira de perto, apesar de "meras coincidências com a realidade" da obra de ficção (como aparece na introdução do filme). Essa é a realidade. Apesar de não morar no Rio de Janeiro e não conhecer bem essa realidade de perto, já ví e ouvi acontecer parecido aqui em Fortaleza. O filme começa falando sobre direitos humanos, mostrando os dois lados da moeda e deixa várias questões soltas. Até que ponto os direitos humanos devem interferir nas decisões sociais? Até que ponto devemos ter o controle e a decisão sobre quem deve morrer e quem deve viver? As penitenciárias são realmente locais que são apropriados para os presos, ou deveriam ser lugares isolados e que aos poucos transformasse a vida dessas pessoas?

A realidade das penitenciárias brasileiras é bem séria hoje. A principal preocupação é a superlotação dos presídios. Depois do filme, fiquei me perguntando sobre as atividades dentro dos presídios. É uma prisão mental que também impossibilita de pensar, de tentar escapar da realidade, de tentar ver o mundo de outro jeito. A realidade da maioria dos presos sempre foi morte, drogas, estupro e outros acontecimentos bizarros. E porque não haver uma oportunidade oferecida a essas pessoas? Será que elas não merecem mais de maneira alguma a confiança da sociedade?
Depois que o cara foi preso, fez barbaridades, como fica a situação dele lá fora? Será que ele tem muito mais oportunidades do que antes de ser preso? Eu duvido muito que ele consiga um emprego. Ao mesmo tempo que vêm o sentimento de culpa pela falta de oportunidade dessas pessoas, vem o medo de arriscar, o medo de perder a vida. E direitos humanos devem existir para alguém que realmente mereça. Como assim? Será que vale a pena arriscar a vida de várias pessoas por causa dos "direitos humanos" de um cara que foi capaz de cometer vários crimes? Os direitos humanos não estão dando uma colher de chá, eles estão dando a xícara inteira em muitos casos.
O filme passa por toda uma confusão e chega a um outro ponto: a corrupção de policiais. Todos nós já sabemos disso e infelizmente fazemos vista grossa. Policiais do Ronda do Quarteirão (uma polícia de "emergência" do Ceará ) que chegam a negociar com traficantes e bandidos. Negociam o medo de proteger a população e o medo de arriscar suas vidas estando num trabalho que se propunham a fazer. Falta a capacitação desses policiais. No filme essa situação toma proporções maiores, o que pode acabar acontecendo mesmo. Depois do clímax do filme, tudo termina na política. Políticos corruptos, policiais corruptos e pessoas corrompidas: essa é a realidade do país. Em época de eleição tudo fica mascarado e o país fica perfeito, as propostas estão cumpridas e tá todo mundo feliz. Não tá! Isso aqui tá uma merda!
É impressionante a quantidade de corruptos nesse país, e como foi dito, ainda vai demorar pra que eles saiam. Infelizmente eles só saem se fizermos a nossa parte.
É tanto dinheiro que ninguém imagina e porque não foi feito nada ainda sobre tudo isso? Porque ninguém tá fazendo nada? Porque todo mundo tá acomodado com essa situação?
Tudo só depende de nós.

Curiosidades sobre o filme:
A maioria das pessoas foi querendo ver muita porrada, e o filme foi bem mais intelectual, logo muitas pessoas entenderam nada.
As propagandas escondidas no meio do filme, deixaram um filme nacional mais "americanizado"
O cálculo feito pelo personagem Fraga na aula não tinham fundamentos sociais concretos, só eram estatísticas sem avaliar o caráter geográfico/social do país.
A Globo participa da produção do filme, e no filme a imprensa é completamente imparcial, só repassa os fatos e descobre a verdade, sem nenhuma distorção e ainda passa uma imagem de jornalistas coitadinhos, com a personagem Clara.
O filme não tem uma visão imparcial sobre os direitos humanos, assumindo que direitos humanos é defesa de "vagabundo".

Felipe Peixoto

sábado, 9 de outubro de 2010

E agora?


Chegou o segundo turno, e o que fazer? Serra ou Dilma?
Muitas dúvidas cercam a população sobre o voto do segundo turno das eleições, e afinal de contas quem realmente está pronto para receber o país nas mãos?
Particularmente simpatizei com a candidata Marina Silva que infelizmente não chegou ao segundo turno. Estamos entre a difícil escolha entre um tucano extremamente conservador, e que promete mais e mais qualificações elitistas para o país, ou um governo de um boneco criado por um partido. Lógico que a força e imposição de um presidente é muito importante, mas pensar nas consequências de um governo do PSDB hoje no país ajuda bastante.
Voltamos ao passado, nos últimos oito anos do Presidente Lula. Melhoria na renda de muitas famílias, melhoria na educação (significativa, não que venha a se orgulhar disso) e uma série de aberturas comerciais para o país, e hoje uma estabilidade financeira que permitiu passar de uma crise praticamente intacto. Não devemos entender que o Presidente foi uma pessoa extremamente maravilhosa, mas temos que tirar o chapéu por ter feito o seu trabalho da maneira que lhe coube, e que manteve alguns benefícios para a população. Hoje com a imagem muito bem construída internacionalmente, Luís Inácio deixa de olhar um pouco mais abaixo. Deixa de lembrar do seu dedo perdido, e do passado trabalhador, sem manter a humildade que sempre se orgulhou tanto de carregar. Fez questão de destruir seus opositores em suas eleições... A questão é que novas eleições surgem, e temos a disputa do botox com o papel de bom moço. O botox mostra que houve todo um processo de "civilização" e adaptação para conquistar o carisma popular, sem deixarmos de lembrar que teve um passado bem difícil e que lutou muitas vezes para a melhoria de muitas coisas, chegando até mesmo a largar a família. O papel de bom moço é só papel mesmo, já que vem só pra mostrar uma imagem que não existe, uma imagem conservacionista que tenta passar bons valores e que no fim só desequilibra toda a estrutura do país. São governos desse tipo que o Brasil tem que abandonar: cheio de privatizações, divisões sociais e atrasos feitos por capitalistas progressistas. Atrasos sim, porque levar um grupinho de pessoas para a frente e deixar vários sem saber ler nem escrever é atraso. Atraso na saúde, atraso na educação, atraso em tudo que não gira em torno do umbigo dos empresários brasileiros. Tudo o que não precisamos agora é mais um governo de FHC mascarado. O país melhorou muito nos últimos oito anos, e colocar esse elitista no poder agora é pedir que todo o trabalho que foi arduamente construído passe aos poucos a ser desprezado, e que uma nova realidade antiquada seja tomada como a coisa certa a se fazer. Apesar de uma candidata montada mostrar-se muitas vezes sem opinião, é muito melhor do que o "Sr. Burns" na presidência deste país. Só não podemos deixar toda essa dúvida circular. O número de votos brancos e nulos foi muito grande, principalmente aqui no Ceará onde atingiu cerca de 20%. Os brasileiros tem que saber pensar. Chega de Tiriricas querendo subir as custas do nosso dinheiro! Nós pagamos tão caro por tudo e porque não desistimos da ideia de que o poder público é para o público? São esses Tiriricas que envergonham e apodrecem a nação. O que podemos esperar é que eles façam o melhor possível pelo país. Pensem, o voto vale muito!Vale o preço do feijão na mesa, o preço de um hospital bem estruturado, o preço de uma escola de qualidade e não de um litro de cachaça!

Felipe Peixoto.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Antítese


O mundo não volta atrás. Melhor assim, pelo menos a vida passa. É acordar de um sonho, que parece mais um pesadelo. Assim aparece a realidade. Entendi, finalmente. Esperança é uma projeção do que queremos que aconteça, fazer acreditar que pode acontecer diferente quando na realidade, tudo não passa de uma ilusão. Os abraços, sorrisos, brincadeiras... engraçado como quando lidamos com a verdadeira realidade ela dói. Na verdade eu nunca tive ninguém que pudesse me confortar, e ainda acho que talvez eu seja muito pouco para as pessoas. Ser muito pouco... sérias dúvidas sobre ser ou não problema.
Egoísmo. Isso faz valorizar o ego e esquecer o mundo e assim, as pessoas talvez reconheçam os valores. É toda essa podridão, essa imundície de valores hipócritas que cansam a paciência de aceitar sorrisos mascarados, e tantas palavras bonitas cuspidas.
Desisti de acreditar nas pessoas. Talvez por estar muito fora desse mundo, por estar fora do meu tempo, estar fora das ideias que deveria ter. Então porque não sair logo de vez de tudo isso? Era tudo o que eu precisava ter: a certeza da sinceridade de tudo. Chorar é quase impossível. Depois de ser tão pisado, a única ideia que vem à cabeça é como diminuir toda a dor.
Agora sei o que é chorar por dentro. Eu desisto... de mim, da minha vida, de valores, de tudo. Esse é o preço de se acostumar com a solidão. Só ela vale tanto. Com ela não me decepciono, não erro, não me engano. Estar doente da alma, talvez, mas antes doente da alma do que ser ferido até quase a morte dos pensamentos. É essa doença, que espalha e devora tudo por dentro. Deixo consumir cada parte, lembrança e qualquer alegria que surja. Não vou mais externar lágrimas, elas só demonstram para as pessoas a nossa tristeza, e nem tristeza quero ser capaz de sentir. A vida pode ser sem graça sem sentimentos, mas é muito menos decepcionante. Acho que no fim das contas sou muito pra mim.

Felipe Peixoto

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Tempo


Incrível como cada dia ensina algo novo. Mais impressionante é o quanto esperamos sempre o melhor das pessoas. Sabe o que descobri? Não existe ninguém capaz de ver a realização. O mérito existe, e tantas pessoas fazem de tudo para obtê-lo... falsos argumentos, mentiras, xingamentos... umas poucas pessoas reconhecem os verdadeiros valores e onde estão elas? Muitas vezes do seu lado. É tão difícil encontrar pessoas que se satisfaçam com o seu sucesso... e a vida é muito pra elas.
Aprendi que mesmo que fiquemos magoados, um sorriso não vai resolver a situação. Isso é conversa fiada pra alma fraca. A situação se resolve quando nos movemos, quando relevamos esses mínimos detalhes e deixamos ser atingidos só pelo que for realmente importante. A loucura é importante. É toda essa normalidade, essa convenção que acaba com o jeito de cada um ser, de viver, de agir, pensar. É fácil julgar... engraçado como as pessoas sempre falam isso, mas quase nunca pensam sobre o que há por trás dos panos. Eu mesmo já me vi nessas situações. As pessoas estão sempre tão cheias de si, de egoísmo, de exibir as míseras qualidades e se preocupam tão pouco em ser alguém melhor para as outras pessoas. Ser alguém melhor acarreta a sua felicidade também! Se alguém não merece que você seja bom com ele, qual o problema? Sorria, para se encher de felicidade e não fazer uma máscara. Se estiver triste chore, se sentir raiva grite, ria muito, o tempo passa.

Felipe Peixoto

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Pés no chão


É difícil encontrar razões em meio a uma turbulência de sentimentos. Nem sei ao certo o que se passa, mais sei quais são meus bons momentos de alegria. Ela traz a minha alegria. Se eu sei se é alegria mesmo? Basta olhar meu sorriso. Vai além de tudo, supera os outros fatos. Mas a vida parece querer tomar de súbito sempre a minha felicidade. O destino é motivo fraco demais para a minha desistência. Nem sei o que ando fazendo. Essa alegria volátil que me contagia, banha por dentro, mas que se esvai, deixando todo aquele vazio maior.
Sempre achei que ter os pés no chão fosse a melhor maneira de lidar com tudo, mas ultimamente a minha vontade de voar é incontrolável. Quero viver! Eu quero viver em cada abraço, cada grito de alegria, cada olhar, sorriso. Porque não dar lugar as minhas emoções? Mesmo que vazio, quero me preencher, ainda que de ilusões. Eu sempre quis saber o fim desse caminho, mas prefiro me preocupar com a beleza da paisagem agora. Mesmo que eu esteja morrendo em cada passo, se no fim das contas eu conseguir demonstrar tudo o que quero, vale à pena.
A vida se coloca assim, pronta pra levar ao céu e inferno em pouco tempo. Particularmente tenho provado de cada um destes, o que é suficiente para que não saiba qual deles me aguarda. E nessa minha batalha mental, quero descobrir em qual dos lados estou: o meu ou o que quero que seja meu. Realmente é correto que se tente fazer tudo dar certo, mas até que ponto isso está pagando o preço? Perguntas que quero responder um dia. Ainda que eu viva de ilusões, só me resta acreditar nelas.
Pensar na vida agora é mais difícil. Tudo o que preciso agora é me perder, deixar fluir e viver o que puder. Esse é o preço da felicidade: o risco. Agora estou disposto, a viver da minha maneira.

Felipe Peixoto

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Perdão


É engraçada a maneira de perdoar das pessoas. Mais engraçado é como surge esse perdão. Pena ou é só para agradar a estética "eu sou bonzinho e amo todo mundo"? Nem sei, prefiro pensar sobre como perdoar. O perdão vem de erros, que podemos apagar do curso da vida. Guardar rancor de alguma situação é ruim, mas esquecer que erros foram cometidos antes é burrice. Estar entre a espada e a espada. Apesar da minha pouca crença no mundo, ainda acho que pode existir alguma maneira de ver tudo de outro ângulo. Erros nos fazem ver a real importância dessas pessoas na nossa vida e constroem a personalidade. A ferida deixada sara, não importa quando e devemos estar sempre dispostos a aceitar tudo de novo, sem perder a memória passada.
Acho que o verdadeiro nome para isso tudo é tolerância. Existem pessoas que abusam dela e se metem nas situações; é realmente irritante. A tolerância nos faz ignorar os fatos, ou a existência das pessoas e situações. Até que ponto aguentar não perder a cabeça? Até que ponto já perdemos a cabeça? Sempre existe um limite para tudo. De nada adianta guardar toda a raiva, mas deixar as pessoas tomarem o curso da sua vida por você é absurdo; apenas algumas pessoas tem esse direito: os verdadeiros amigos. Pensar sobre nós é sempre tão fácil. Como vai a minha vida? Esses dias eu to bem...mas o estar bem depende de quem? Eu acho que quando gostamos de alguém, procuramos saber muito mais sobre a felicidade do próximo; caso contrário é muito mais egoísmo. E o egoísmo vale a pena? Até vale... se você viver sozinho no mundo.
Mas é impossível ser feliz sozinho. Então porque não jogar tudo o que é velho fora?Autoestima é tentar fortalecer a fraqueza humana. Não existe uma felicidade única, ideal. Decidi que não ouço mais conselhos. Não que eu desse real importância a eles, mas tinham um valor significativo em mim. É engraçado.

Felipe Peixoto

sábado, 25 de setembro de 2010

Autoconhecimento


Ainda quero saber quando irei me cansar do cinismo das pessoas. Todo relacionamento falso é assim, decepcionante. Desconfio de tudo hoje, mas ainda resta um pouco de crença. Desafio o mundo e não os meus ideais. Tenho minhas ideias convictas. As vezes lanço ideias que não são minhas, para ter o prazer de ver a minha oposição desmontar-se.
Desconfio do mundo. Nem eu mesmo me confio, mas estou convicto que devo confiar. Talvez isso seja só o resultado de mais um livro de autoestima. Não vim para dizer o que agrada, vim para silenciar e se o meu silêncio incomoda, é porque tenho pensamento forte o suficiente para saber o que faço. Prefiro não viver as outras fantasias, vivo as minhas e sou assim, indiferente ao mundo. É fruto da minha descrença.
Já levei a sério muitas palavras e percebi que até os sentimentos mais sinceros não se sustentam se não possui ideias convictas. Canso de ouvir. Já vivi tantas coisas que nem imagino, já não sei se misturo a realidade com o que quero que aconteça. Mas essa é a minha realidade! O mundo não dá certo porque achamos que dá, ele dá certo porque corremos atrás. E sabe do que mais? Vou viver assim! Cheio de intensas emoções; no fim elas valem à pena. Faz parte de mim buscar viver como quero, assim acredito no mundo.
O que não acrescenta faz falta por ser só o essencial, o básico, o objeto de exposição. Não sou essencial. Sou mais além de todos os pensamentos, discordo de mim mesmo e no fim entro em acordo, o que vale é o que penso. Não importa o quanto você se esforça ou o que fez, haverá sempre alguém com inveja para dizer que não está bom, alguém que não se satisfaça com todos os cuidados. O mundo quer imperfeições, ou as criam para poder estampá-las em letras grandes.
Existe um desejo incansável de se destacar e mostrar o pouco que tem e para isso as pessoas fazem de tudo. É mais sábio não se envolver. Se não me exibo, sou um problema. Amo minhas convenções e as sigo para ser feliz. Mesmo o vento muda a direção, não sou do mesmo jeito para sempre, tomo novos rumos e amadureço. Quero estar à frente de mim mesmo.
E qual a razão de tudo sem a felicidade? A felicidade preenche o que nos falta. Mesmo que o que preenchesse antes fosse oco, um buraco à mostra é mais visível para a dor. De nada vale pensar em tudo isso...sou só eu, mas me satisfaço. Essa é a verdadeira felicidade, ter o que precisa valorizado todos os dias. É nisso que acredito.

Felipe Peixoto